quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ordem de Malta e os cavaleiros de São João


"Chapter-general of the Knights of Saint-John of Jerusalem, convoked at Rhodes by Grand Master Fabrizzio Caretto, to obtain subsidies to resist an expected assault on Rhodes by the Ottoman sultan Suleiman I in 1514"

Claude Jacquand - 1839 - Images from the Salles des Croisades at Versailles; Salle 5

"Capítulo-geral dos Cavaleiros de São João de Jerusalém, de Rodes convocada pelo Grande Mestre Fabrizzio Caretto, para obter subsídios para resistir a um ataque esperado de Rhodes pelo sultão otomano Suleiman I, em 1514"

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dom Pelayo e a gloriosa reconquista espanhola


Esse herói cristão iniciou a grande Reconquista espanhola, tendo reunido um pequeno grupo de fiéis que resistiu ao imenso poderio maometano, e miraculosamente o venceu.

Considerado um grande personagem, mais pelos efeitos de sua ação do que por sua pessoa, de D. Pelayo pouco sabemos. Foi, isto pode-se admitir, o detonador do estopim que deflagrou a gloriosa Reconquista contra os mouros.

Iniciada nas agrestes montanhas das Astúrias no ano da graça de 722, ela encerrar-se-ia gloriosamente sete séculos após, em 1492, com a conquista do último reduto muçulmano na Espanha, o de Granada, pelos Reis Católicos Fernando e Isabel.

A avassaladora onda maometana

Menos de 70 anos após a morte de Maomé, seus seguidores já se tinham assenhoreado praticamente de todo o Oriente Médio e partiram para o norte da África, civilizado pelos romanos. Espíritos nômades e irrequietos, varrendo tudo à sua frente desde o Índico até o Atlântico, voltaram então seus olhares cobiçosos para o continente europeu, imaginando novas conquistas “em nome de Alá”.

Do outro lado do Estreito de Gibraltar, a Espanha visigótica jazia num adiantado estado de decadência, mergulhada em vícios, portanto madura para uma invasão. Nesse grande reino o exército estava relaxado, o povo amolecido e os dirigentes divididos, combatendo-se entre si. A perseguição aos judeus, na Península Ibérica, levou-os a revidar, não só convidando, os islamitas a entrar na Espanha por meio de seus correligionários do norte da África, mas também prometendo-lhes ajuda.

Situação caótica da Espanha visigótica

O penúltimo rei da nação visigótica, o insolente e libidinoso Vitiza, ainda príncipe, por questões amorosas matou com uma bastonada na cabeça o Duque de Fáfila; subindo ao trono, desterrou para Toledo o jovem filho da vítima, o espadeiro ou guarda real Pelayo, herói de nossa história.

Essas e outras medidas arbitrárias tornaram a dinastia muito impopular. Com a morte de Vitiza, seus filhos ainda adolescentes não encontraram apoio para subir ao trono.

Aproveitando-se do caos reinante e da ajuda dos descontentes com o antigo regime, Rodrigo, Duque da Bética, apoderou-se do poder, proclamando-se rei.

O repugnante papel dos traidores

Os partidários de Vitiza e de seus filhos juraram vingança. Enviaram mensageiros aos mouros do lado africano do Estreito de Gibraltar, apontando os pontos fracos da Espanha e por onde poderiam ter invadido o país.

O astuto Musa bem Nusayr, governador da África muçulmana, querendo certificar-se da exatidão das notícias, enviou seu melhor general, Tarif bem Ziyad, para fazer uma incursão em terras espanholas. Com a ajuda de um traidor — o Conde de Olián, senhor de muitas terras, inclusive de Gibraltar — estremecido na época com o rei D. Rodrigo, Tarif logrou várias vitórias sucessivas (em 711).

“A falta de resistência, a adesão inclusive de numerosos inimigos do regime visigótico, decidiram Tarif a mudar as instruções recebidas, convertendo em guerra de conquista o que a princípio foi uma simples`razzia’”2.

Para fazer face a esse perigo, o rei Rodrigo juntou um exército de cerca de 100 mil homens mal treinados, mal armados e pouco disciplinados para enfrentar um exército menor, mas regular, bem equipado e disciplinado. No auge da batalha, os filhos de Vitiza e seus sequazes, unindo-se aos mouros, voltaram-se contra seus compatriotas, atacando-os pelas costas. Estes foram desbaratados, tendo muitos perecido, alguns fugido, e boa parte tornando-se prisioneira. “Dia aziago, jornada triste e lastimosa”, lamenta o escritor Pe. Mariana. “Ali pereceu um número ínclito de godos; ali o esforço militar, ali a fama do tempo passado, ali a esperança do porvir se acabaram; e o império (visigótico), que havia durado mais de trezentos anos, foi abatido por essa gente feroz e cruel”3. O rei Rodrigo desapareceu. Pelayo, que participou da batalha, pôde escapar, refugiando-se na região norte do país com sua irmã.

Conquista moura na base da traição

Entrementes, Musa bem Nusayr, com ciúmes dos sucessos de seu capitão, resolveu também atravessar o Estreito à frente de poderoso exército, com o qual foi conquistando, uma após outra, Sevilha, Mérida, Saragoça e as atuais províncias de Málaga e Granada. Toledo já fora dominada por Tarif no ano de 713.

Juntando infâmia à traição, os partidários do último rei Vitiza foram entregando suas cidades ao invasor. E assim foram caindo, como cartas de baralho, todas as regiões da Espanha visigótica, restando somente poucos núcleos independentes da autoridade muçulmana nos Montes Cantábricos, nas Vascongadas e junto aos Pireneus. No ano 716, a maioria da população era composta de hispano-romanos cristãos, aos quais os mouros não obrigavam a se converter ao Islã, porque sua religião era também do Livro Revelado. Mas tinham que pagar impostos ao invasor, sob pena de escravidão e confisco de bens.

D. Pelayo resiste e é aclamado rei

O governador muçulmano de Gijón, Munuza, enamorou-se da irmã de Pelayo. Por isso enviou-o para Córdoba com outros reféns, para poder dar livre curso a suas paixões desordenadas. Mas Pelayo conseguiu fugir e voltar para a Astúrias, onde se opôs ao casamento da irmã com o mouro. Perseguido, teve que fugir para os montes de Cangas de Onis. Lá, em 718, reuniu um grupo numeroso de opositores ao regime islamita, incitou-os à resistência e foi por eles aclamado rei.

D. Pelayo era líder nato e grande aglutinador de homens. Sabia dirigi-los e deles tirar o máximo proveito. Vendo que o forte da atenção inimiga estava posto na fracassada tentativa de invasão das Gálias, começou a atacar as guarnições mouras em pequenas guerras de escaramuça, alcançando vitórias sucessivas.

Isso levou Tarif, que tornara Córdoba sua capital, a envir contra os rebeldes um forte contingente comandado por Alcama. Em sua empresa, era este traidor secundado por uma tropa cristã colaboracionista, comandada pelo bispo Opas, que acorrera com seus homens vindo de Toledo.

D. Pelayo não podia enfrentar tão forte inimigo, sobretudo com seu exército pouco numeroso e pouco adestrado. Enviou parte dele para as montanhas, e refugiou-se com mil de seus melhores combatentes numa grande gruta natural no monte Auseva, com provisão para muitos dias e armas ofensivas e defensivas.

Vitória miraculosa de Covadonga

Chegado o exército islâmico junto à gruta, Alcama tentou uma última vez, através do bispo Opas, a rendição dos rebeldes, com a promessa de perdão para todos. Respondeu-lhe D. Pelayo que os cristãos confiavam em seu Deus e na ajuda de sua Mãe Santíssima, pois era por eles que lutavam. E preferiam morrer a continuar vivendo sob o jugo de ímpios profanadores de igrejas.

Retiraram-se os defensores para a gruta, sendo cercados pelo exército inimigo. Pondo sua confiança na Santa Mãe de Deus, Pelayo e os seus, como narra o Pe. Mariana, “combateram com todo gênero de armas e com um granizo de pedras à entrada da cova; no que se descobriu o poder de Deus, favorável aos nossos e contrário aos mouros, pois as pedras, setas e dardos que os inimigos atiravam retornavam contra os que os arrojavam, com grande estrago que faziam em seus próprios senhores. Ficaram os inimigos atônitos com tão grande milagre. Os cristãos, animados e inflamados com a esperança da vitória, saem de seu esconderijo pelejando, poucos em número, sujos e de mau talhe; a peleja foi em tropel e sem ordem; carregaram com grande denodo sobre os inimigos, os quais, enfraquecidos e pasmos com o espanto que tinham cobrado, lhes voltaram as costas”4. Na fuga morreram mais de 20 mil soldados inimigos. Alcama pereceu na batalha, D. Opas foi feito prisioneiro e justiçado, e Munuza linchado pelos habitantes de uma aldeia, quando empreendia sua fuga.

Início de uma insigne Reconquista na História

Custou caro a derrota aos islamitas. Narram os historiadores árabes que os emires de Córdoba desprezaram o inimigo, dizendo: “Pelayo não tem consigo mais que 30 homens famintos, que se alimentam com o mel que as abelhas fabricam nas rachaduras dos penhascos; e 30 homens, que podem importar?”. Pelas conseqüências que essa derrota teve depois, na história dos árabes na Espanha, lamentam tristemente seus historiadores: “Grave descuido, que foi depois causa de grandes aflições para o Islã”5.

Àqueles rudes espanhóis, que os emires de Córdoba desprezavam, podia-se no entanto aplicar a descrição que Menéndez Pidal fez depois, do castelhano em geral: “Suporta com forte conformidade toda carência, pode resistir às cobiças e à perturbadora solicitação dos prazeres; rege-o uma fundamental sobriedade de estímulos, que o inclina a certa austeridade ética, manifesta no estilo geral de vida; habitual simplicidade de costumes, nobre dignidade de porte, notada mesmo nas classes mais humildes; firmeza nas virtudes familiares”; e, quando preciso, um heroísmo poucas vezes imitado6.

O que sucedeu a D. Pelayo após a esplendorosa vitória de Covadonga? Segundo alguns, não se têm mais notícias de ações militares suas. Estabeleceu sua residência em Cangas de Onis, “que se converteu em núcleo inicial de um reino sem nome nem território, mas com o qual colaborava já o Ducado de Cantábria”7 . Segundo o Pe. Mariana, ele fortificou—se nas Astúrias e fazia incursões nas terras sujeitas aos mouros. Atraindo para junto de si um número de pessoas cada vez maior, tomou pelas armas a cidade de León, que teria sido sua primeira capital.

O herói de Covadonga faleceu provavelmente em 737, sendo sucedido por seu filho Fáfila. Este, por sua vez, faleceu apenas dois anos depois, quando caçava um urso. Sucedeu-o um genro de D. Pelayo, filho do Duque da Cantábria.

* * *
Notas:

1.Cfr. Luis Suárez Fernández, Historia de España — Edad Media, Madrid, 1978, pp. 9 e 10
2.Id., ib. pp. 9 e 10
3.Padre Mariana, Historia General de España, enriquecida e completada por Eduardo Chao. Imprenta y Libreria de Gaspar y Roig, Editores, Madrid, 1848, tomo I, p. 308.
4.Id., p. 322.
5.Menéndez Pidal, España y sua Historia, Ediciones Minotauro, Madrid, 1957, tomo I, pp. 247, 248.
6.Id., pp. 15, 16.
7.Luis Suárez Fernandez, op. cit., pp. 15, 16.

FONTE PRINCIPAL: http://www.lepanto.com.br/historia/herois-catolicos/d-pelayo-e-a-gloriosa-reconquista-espanhola

sábado, 25 de agosto de 2012

Mais de doze mil católicos isolados pela violência na Síria

Mais de 12.000 fiéis grego-católicos estão isolados na aldeia do Rableh, na região do Homs (Síria), devido à violência que segue açoitando a este país do oriente médio.

Segundo fontes da agência Fides citadas nesta quarta-feira, os habitantes do Rableh estão sofrendo a falta de mantimentos, água e remédios, devido ao bloqueio que os grupos armados da oposição estão fazendo na aldeia.

Entretanto, apesar desta situação, alguns membros da iniciativa popular pela reconciliação “Mussalaha” conseguiram levar uma pequena quantidade de ajuda humanitária à aldeia.

Por sua parte, o Núncio Apostólico na Síria, Dom Mario Zenari, chamou as partes implicadas no conflito a respeitar rigorosamente o direito internacional humanitário.

Fonte: ACI Digital.

Matéria publicada no Blog da Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A mão do demônio

O Padre Miguel Pedroso (já falecido) foi um grande exorcista no bairro da Moóca, na capital de São Paulo. A pequena paróquia de São Miguel Arcanjo ficava lotada de pessoas, para receber sua benção e ouvir suas palavras. Meu irmão, esteve presente num desses dias em que o Padre Miguel estava dando uma palestra para os jovens.

Relato feito pelo próprio Padre Miguel Pedroso:

Estava em minha paróquia, quando umas pessoas vieram me procurar para exorcizar uma mulher grávida que estava no hospital e que estava assustando até os médicos. Imediatamente me arrumei e fui com a família para o local.

No caminho eles me contaram que ela havia freqüentado um centro espírita e que depois disso, jamais teve sossego: brigas em família, desajustes com filhos, marido perdera o emprego...

Ao chegar no hospital, sem mais demora me dirigi ao quarto onde a grávida estava, já quase para dar à luz. Ao me ver, a mulher começou a se contorcer e a dar urros misturados com choro e gritos.

Coloquei minha estola, e com a cruz nas minhas mãos iniciei as orações exorcísticas. Ao colocar minha mão sobre a cabeça dela ela gritou com voz bem gutural:

- Tira sua mão, pois ela é minha...

- Deixe esta criatura de Deus em paz – respondi.

E se contorcia toda na cama, com a face toda esbranquiçada e olhos de ódio dizia:

- Eu, legião, quero ela... se não puder leva-la vou levar o que tem no seu ventre.

Minha única resposta, só podia ser:

- Você não pode levar a criança, ela é uma criatura de Deus e a Deus pertence - e continuei com minhas orações, ordenando que esse espírito maligno deixasse a mulher.

Foi então que cuspindo na minha face o demônio deu uma gargalhada estrondosa e urrou:

- Eu não saio dela enquanto minha mão estiver nela...

Estranha essa afirmação. Então ordenei:

- Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, deixe essa criatura, você é um espírito e não tem mão...

O demônio dava gargalhadas e se contorcia de todos os lados.

Ocorre que nessas viradas de cá e de lá a blusa da mulher grávida estava um pouco aberta e eu vi uma corrente no seu pescoço. E nessa corrente havia pendurado uma figa.

Pedi que imediatamente retirassem a figa daquela mulher.

Tão logo retiraram a figa, o demônio a deixou. Eis a mão do demônio.

Todos ficaram aliviados e a mulher pode fazer seu parto normalmente.

Ao confessarmos, precisamos fazer sempre o exame de consciência. E para fazermos bem feito, convém que consultemos sempre um bom livro de catecismo. Amar a Deus sobre todas as coisas significa também que devemos repudiar toda a espécie de superstição.

Postagem cedida pelo Blog Almas Castelos. Para quem quer ler mais:
http://almascastelos.blogspot.com.br/2012/03/imagem-de-sao-miguel-que-presenciou.html

http://almascastelos.blogspot.com.br/2011/03/mao-do-demonio.html

quinta-feira, 15 de março de 2012

Apologia em prol da vida

Transcrevo aqui as palavras do Padre Lodi, em favor da vida:

Pode o juiz autorizar um aborto?

(nenhum juiz está acima da lei)

Se o aborto é ilegal, a autorização judicial é inútil; se o aborto fosse legal, ela seria desnecessária. Em qualquer hipótese, não faz sentido pedir a um juiz que “autorize” um aborto. No entanto, generalizou-se a crença de que um juiz pode autorizar, ou até mesmo ordenar (!) a prática de tal crime. Diante de um alvará para matar, há médicos que se sentem intimidados, como se fossem “obrigados” a executar a sentença de morte decretada pelo magistrado.

O papel da imprensa tem sido importante em difundir a desinformação. Por exemplo: em 17/04/2011, domingo, a primeira página do jornal Diário da Manhã trazia a manchete: “Aborto dentro da lei: Justiça goiana autoriza mais de 20 interrupções de gravidez de fetos com má formação severa”. Segundo a matéria, “mais de 20 autorizações judiciais permitindo aborto de fetos com má-formação severa foram concedidas em Goiânia na última década”. As crianças abortadas “judicialmente” não foram somente as portadoras de anencefalia.

Vários outros bebês, com doenças menos sérias, como a síndrome de body-stalk, síndrome de Potter, encefalocele occipital e síndrome de Edwards foram condenados ao extermínio. A futilidade do motivo chegou ao auge quando em 23/03/2011 um juiz “autorizou” o abortamento de uma criança normal(!), sob a alegação de que ela poderia sofrer algum dano futuro (!) em virtude do tratamento de câncer a que seria submetida sua mãe.

Tentemos esclarecer a questão.

1. No Brasil o aborto é crime?
Sim. Um crime contra a pessoa e contra a vida, tipificado nos artigos 124 a 128 do Código Penal.

2. Há algum caso em que o aborto não seja crime?
Não. No direito brasileiro, todo aborto diretamente provocado é crime.

3. E se não houver outro meio, a não ser o aborto, para salvar a vida da gestante?
Nesse caso, que aliás não ocorre, o aborto continua sendo crime.

4. E se a gravidez resultar de estupro e a gestante consentir no aborto?
Nesse caso, o aborto continua sendo crime.

5. Mas eu ouvi dizer que nos casos acima o aborto era legal...
De maneira alguma! Nessas duas hipóteses (art. 128, CP), o criminoso “não se pune”. Mas o aborto continua sendo crime.

6. Pode haver casos em que um criminoso fique sem punição?
Sim. A lei pode, após o fato consumado, deixar de aplicar a pena por razões de política criminal. Em Direito, isso recebe o nome de escusa absolutória. As escusas determinam a não punição do criminoso. Mas o crime permanece.

7. Dê alguns exemplos de escusa absolutória.
Se um filho furta de seu pai, comete crime de furto, mas fica isento de pena (art. 181, CP). Se a mãe esconde seu filho delinquente da polícia, comete crime de favorecimento pessoal, mas fica isenta de pena (art. 348, §2º, CP). Não se pode, porém, falar de “furto legal” ou de “favorecimento pessoal legal”.

8. O Estado pode favorecer essas condutas em que a pena não se aplica?
Claro que não. Imagine o absurdo que seria as escolas públicas ensinarem às crianças a maneira mais segura e eficiente de surrupiar as coisas do papai e da mamãe, a pretexto de que tal furto seria “legal”. Ou então pense no disparate que seria uma penitenciária reunir as mães dos detentos e explicar-lhes como escondê-los da polícia, a pretexto de que tal favorecimento pessoal seria “legal”.

9. O Estado pode financiar a prática do aborto nos casos em que a pena não se aplica?
De modo algum. O Sistema Único de Saúde não pode usar o dinheiro público para a prática de crime, haja ou não pena aplicada ao criminoso.

10. Cite juristas que sustentam a doutrina de que não há aborto legal no Brasil.
Além do grande Walter Moraes (já falecido), temos Ricardo Henry Marques Dip, Jaques de Camargo Penteado, Vicente de Abreu Amadei, José Geraldo Barreto Fonseca, Paulo de Tarso Machado Brandão, Maria Helena Diniz e Ives Gandra da Silva Martins.

11. Existe escusa absolutória em caso de má-formação fetal?
Não. O médico que pratica um aborto em razão de uma deficiência da criança por nascer (aborto eugênico) incorre nas penas dos artigos 125 a 127 do Código Penal.

12. Que valor tem uma autorização judicial para um aborto?
Nenhum valor. O aborto continua sendo crime, haja ou não a cumplicidade de um juiz.

13. Se o aborto for praticado, o juiz pode ser punido?
Pode e deve. “O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido” (art. 13, CP). Ora, se sem a “autorização” o aborto não teria sido praticado, ela, embora inválida, foi causa do crime. Por meio dela, o juiz concorreu para o crime. E “quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade” (art. 29, CP).

14. Quem é competente para julgar um juiz de direito que participa deum crime de aborto?
O Tribunal de Justiça do seu Estado (art. 96, III, CF).

15. Houve algum juiz punido por ter autorizado um aborto?
Não. Embora muitas vezes os tribunais tenham concedido ordem de habeas corpus em favor do nascituro, por considerarem ilegal a “autorização” para o aborto, em nenhum caso o juiz foi punido. Nem sequer foi denunciado.

16. A quem cabe denunciar um juiz por crime perante o Tribunal de Justiça?
Cabe ao Ministério Público, por meio do Procurador Geral de Justiça, oferecer a denúncia, ou seja, iniciar a ação penal contra o juiz (art.29, V, Lei 8625/93).

17. O que se pode fazer para pôr fim a essa impunidade?
Solicitar a um parlamentar que represente criminalmente contra tais juízes.

Anápolis, 8 de fevereiro de 2012
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
http://www.providaanapolis.org.br/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A morte de um Pai

Há mais de cem anos a República vinha tentando denegrir a imagem da monarquia Brasileira, através de livros escolares, novelas, programas de televisão e coisas do gênero.

No entanto, como vivemos num regime democrático, onde as liberdades devem ser respeitadas, achou-se por bem dar espaço para as pessoas que gostam da monarquia poderem manifestar seu pensamento livremente também. Assim, procurei a fonte mais comum para falar sobre D. Pedro II: a wikipedia.

Vejamos alguns trechos:

Em 1870, poucos brasileiros eram contrários à escravidão, e ainda menos brasileiros opunham-se publicamente à ela. Pedro II era um dos poucos que o faziam, considerando a escravidão "uma vergonha nacional". O imperador nunca possuiu escravos.

Houve resistência monarquista significante após a queda do Império, o qual foi sempre reprimida. Distúrbios contra o golpe ocorreram, assim como batalhas renhidas entre tropas monarquistas do Exército contra milícias republicanas. O novo regime suprimiu com rápida brutalidade e total desdenho por todas as liberdades civis quaisquer tentativas de criar um partido monarquista ou de publicar jornais monarquistas. A Imperatriz Teresa Cristina faleceu poucos dias após a sua chegada à Europa e Isabel e sua família se mudaram para outro lugar enquanto seu pai se estabeleceu em Paris. Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. (negrito nosso)

Certo dia realizou um longo passeio pelo rio Sena em carruagem aberta, apesar da temperatura extremamente baixa. Ao retornar para o hotel Bedford à noite, sentiu-se resfriado. A doença
evoluiu nos dias seguintes até tornar-se uma pneumonia. O estado de saúde de Pedro II rapidamente piorou até a sua morte às 00:35 da manhã do dia 5 de dezembro de 1891.

Suas últimas palavras foram: "Deus que me conceda esses últimos desejos paz e prosperidade para o Brasil." (negrito nosso). Enquanto preparavam seu corpo, um pacote lacrado foi encontrado no quarto com uma mensagem escrita pelo próprio Imperador: "É terra de meu país, desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria". (negrito nosso). O pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras foi colocada dentro do caixão.

Os membros do governo republicano brasileiro, "temerosos da grande repercussão que tivera a morte do Imperador", negaram qualquer manifestação oficial. Contudo, o povo brasileiro não ficou indiferente ao falecimento de Pedro II, pois a "repercussão no Brasil foi também imensa, apesar dos esforços do governo para a abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país:comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos". Foram realizadas "missas solenes por todo o país, seguidas de pronunciamentos fúnebres em que se enalteciam D. Pedro II e o regime monárquico".

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Vitimas do ódio anti cristão: Os Cristeros

Certamente voce já deve ter ouvido falar de José Sanches del Rio, cuja foto se encontra ao lado. Ou mesmo de Tomasino de Mora, cuja foto se encontra abaixo. Quem foram? Dois mártires mexicanos que foram vítimas do ódio anti-critão.

Desde quando as forças secretas dominaram o poder no México, começou uma árdua e implacável perseguição à Igreja Católica. Os cristãos heróis que resistiram à essa perseguição cruel foram conhecidos como: Cristeros. Vejamos esse epísódio comovente dos Cristeros.

A perseguição dos cristãos no México foi terrível.
Eis o texto de uma proclamação oficial, fixada nas portas das igrejas ao abrir-se o verão de 1926:

Art. 1º Qualquer indivíduo responsável por uma igreja será condenado a 50 pesos de multa e a um ano de prisão se os sinos soarem.
Art. 2º A mesma penalidade a todas as pessoas que ensinarem os filhos a rezar.
Art. 3º A mesma penalidade para as casas em que se encontrarem imagens de santos.
Art. 4º Qualquer pessoa que trouxer consigo medalhas e cruzes estará sujeita à mesma punição. [...]
(e assim sucessivamente, até o art. 30)

Tomasino de la Mora tem exatamente 17 anos. Em 27 de agosto de 1927, os soldados invadem a casa de seus pais.

O gen. Flores reservou-se o cuidado de interrogá-lo:

— Se me disseres o que sabes sobre os cristeros, deixo-te viver.

— O Sr. engana-se: livre continuarei a lutar por Cristo Rei com os meus companheiros. O combate pela liberdade religiosa não é, para nós, matéria opcional.

— Tu não sabes o que é a morte, fedelho!

— Com efeito, coisa semelhante ainda não me aconteceu. E ao senhor general?

Tomasino foi enforcado nessa mesma tarde, sem julgamento. Rius Facius conta que seu carrasco queria que ele mesmo passasse a corda em seu pescoço.

— Perdão, senhor, não entendo disso. É a primeira vez que me enforcam.

Os filhos de Cristo Rei enfrentam o sacrifício com alegria e valentia. Foi o caso igualmente de José Sánchez del Río, 13 anos. Cercado, em 5 de fevereiro de 1928, com o seu chefe de grupo, que acaba de ser ferido pelos Federais, cede-lhe seu cavalo, cobre-lhe a retirada, depois se entrega por falta de munição.

O menino é apunhalado cinco dias mais tarde à beira de uma cova aberta no cemitério de Sanhayo e liquidado a tiros. As lavadeiras do lugarejo descobrirão nos bolsos de um uniforme militar este simples bilhete:

"Minha mamãezinha. Fui apanhado e vão matar-me. Estou contente. A única coisa que me inquieta é que vais chorar. Não chores, nós nos encontraremos. José, morto por Cristo Rei".

(EPISÓDIO COMOVENTE DOS CRISTEROS “Os Vandeanos do México”)

(publicado no Blog Almas Castelos)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Católicos Franceses do Século XIX


A Revolução Francesa, não foi simplesmente uma revolução que queria derrubar a Monarquia, mas sim um movimento revolucionário que pretendia impor uma mudança de mentalidade com uma tremenda perseguição à Igreja Católica. Inúmeros são os fatos históricos narrando esses episódios tristes de perseguição aos Católicos; fatos esses que a própria Revolução procurou esconder nas escolas. No meu Blog “O Combate” poderão ler alguns desses episódios.

Depois da Revolução Francesa, como ficaram os católicos?

Relato aqui um pequeno trecho sobre “os católicos franceses do século XIX”, tendo a certeza de que levarei para todos que lerem esta postagem, uma admiração pelos ULTRAMONTANOS e pelos CONGREGADOS MARIANOS:

No primeiro capítulo de seu livro Des intérêts catholiques au dix-neuvième siècle, Montalembert, descrevendo a situação da Igreja em 1800, mostrava em toda parte ruínas e perseguições, e não vislumbrava nesse vasto naufrágio o menor sinal que justificasse a esperança de melhores dias para a Igreja de Nosso Senhor. Uma testemunha dessa época, Joseph de Maistre, respondia a uma carta do Marquês de *** com estas palavras: "O Sr. me pede para abrir o coração sobre uma das maiores questões que podem interessar hoje um homem sensato. Quer que eu exponha meu pensamento sobre o estado atual do Cristianismo na Europa. Poderia lhe responder em duas palavras: olhe e chore".

Realmente tudo parecia perdido. Depois de ter abatido um dos mais fortes e mais gloriosos tronos da Cristandade e aprisionado o Santo Padre, fonte e seiva da Civilização Católica, a Revolução, julgando ter realizado a primeira parte do seu programa, iniciava uma nova fase, na qual, sem os horrores dos tempos iniciais, espalhava suas idéias num mundo atemorizado, o qual buscava nessa pretensa conversão do monstro revolucionário o pretexto para não mais o combater. Por outro lado, as monarquias tradicionais, que deveriam liderar a reação, procuravam se amoldar aos novos princípios, numa ânsia insofrida de não perder seus tronos. Para agravar a calamidade, morto Pio VI em Valença, a Igreja entrava no novo século sem Pastor e com o Sacro Colégio disperso, impedido de voltar a Roma e enfrentando as maiores dificuldades para se reunir a fim de eleger o novo Pontífice.

Titubeantes e fracos no início da Revolução, sacrificando tudo quanto era humanamente possível para não enfrentá-la, os católicos, no entanto, haviam suportado o martírio com denodo quando a Revolução quis exigir mais do que eles poderiam conceder. Essa firmeza na defesa de seus princípios transformaria a fisionomia do século, que se iniciava com tão maus prognósticos. Um renascimento católico pujante seria o fruto dos sofrimentos e da bravura dos católicos da era da Revolução.

Assim ia-se no século XIX.
Esse reflorescimento católico foi universal, bastando lembrar os nomes de O Connell na Inglaterra, Balmes e Donoso Cortés na Espanha e Windhorst na Alemanha. Mas, como não poderia deixar de ser, foi a França o seu berço, e lá serão travadas, durante todo o curso de século XIX, as batalhas mais acesas entre a Igreja e a Revolução, batalhas essas seguidas com interesse por todo o mundo, e cujo resultado era ansiosamente esperado, pois indicaria o curso que seria seguido pela humanidade. Assim, estudando o movimento católico francês ter-se-á uma visão de conjunto do Catolicismo no século XIX.

Esse movimento teve por ponto de partida dois homens, dos quais um é justamente célebre e de renome universal, e o outro injustamente esquecido: Joseph de Maistre e o Pe. Bourdier Delpuits.

Justificando o velho ditado de que Deus escreve direito por linhas tortas, um dos grandes benefícios advindos indiretamente da Revolução, senão o maior, foi ter levado Joseph de Maistre a escrever os seus célebres livros. Senador da Savóia e vivendo num país organizado, sua existência transcorria serena quando arrebentou a Revolução. Obrigado a emigrar, o espetáculo de devastação que presenciou e sua larga visão do futuro levaram-no a tomar da pena para combatê-la, advertindo a humanidade dos perigos que correria se seguisse seus princípios e apontando o abismo em que fatalmente viria a cair com sua vitória. Daí os livros que o fizeram um clássico da literatura francesa, entre eles o célebre "Du Pape", que o transformou em líder das novas gerações católicas.

O livro "Du Pape", verdadeiro hino ao Papado, restabelece o seu verdadeiro lugar na História, os seus direitos e prerrogativas, e principalmente dá um impulso novo à doutrina da infalibilidade do soberano Pontífice, que o Concílio do Vaticano, em 1870, promulgaria dogma. Foi o livro que mais influiu nos católicos do século XIX. Daí por diante foram conhecidos por ultramontanos os que seguiam as suas idéias. Louis Veuillot, respondendo a "Le Siècle", que apontava o ultramontanismo como uma nova seita, podia dizer que católico e ultramontano eram palavras perfeitamente equivalentes, sendo uma sinônima da outra; pois, a não ser os galicanos, todos os católicos se declaravam ultramontanos.

O Pe. Bourdier Delpuits entrara muito jovem na Companhia de Jesus. Em 1762, quando esta fora expulsa da França, ainda não tinha ele pronunciado os últimos votos, o que lhe permitiu entrar no clero secular. Durante a Revolução, foi preso e exilado, mas voltou à França antes da queda de Robespierre, por julgar de seu dever exercer ali o sagrado ministério, apesar dos perigos que corriam os padres refratários. Preocupado com a situação dos jovens, e principalmente dos universitários, o Pe. Delpuits, aproveitando a liberdade que Napoleão concedera ao exercício do culto, fundou a 2 de fevereiro de 1801 a Congregação Mariana Santa Maria Auxilium Christianorum, conhecida na história da França simplesmente por "a congregação".

Foi essa Congregação Mariana que deu verdadeira formação religiosa à juventude que crescera sob a Revolução. Dela saíram os primeiros grandes nomes católicos neste século: o Duque Mathieu de Montmorency, o Cardeal Príncipe de Rohan e Félicité de Lamennais. Seus congregados eram incansáveis no serviço da Igreja. Quando Napoleão, depois de tentar subjugar a Igreja, entrou em luta aberta contra ela, foram os congregados que trouxeram a bula de excomunhão do imperador e a publicaram em Paris. No auge da luta, quando Napoleão prendeu o Papa e impediu a comunicação entre os cardeais, foram eles que, burlando a polícia mais bem organizada daquela época, serviram de mensageiros entre os membros do Sacro Colégio que estavam na França. A congregação foi a primeira a ser combatida pelos revolucionários, que no fim da restauração lhe moveram uma perseguição sistemática, até abatê-la, aproveitando-se da fraqueza de Carlos X. Mas, ao desaparecer, a semente já estava lançada: conversão numerosa se anunciava, e Lamennais já liderava um dos mais auspiciosos movimentos católicos que jamais apareceram na França.

Napoleão não se iludiu com a pseudo-derrota da Igreja no início do século, e tentou uma retirada dando-lhe aparente liberdade, mas tentando por todas as formas subordiná-la ao Estado. A Restauração mostrou-se incapaz de reconstruir a antiga monarquia francesa. Aproveitando-se de todas as instituições napoleônicas, tentou se amoldar às novas idéias e restaurar o absolutismo estatal em matéria religiosa. Toda a política eclesiástica de Luís XVIII e Carlos X visava ressuscitar o galicanismo. Se a França não se tornou um país galicano, isso se deve em grande parte a Félicité de Lamennais.

Lamennais aliava a uma inteligência genial um dom excepcional de proselitismo. Discípulo de Joseph de Maistre, reuniu em torno de si uma verdadeira plêiade de futuros grandes nomes do Catolicismo, formando-os e difundindo as idéias ultramontanas. Assim, vemos em La Chênaie, seu quartel general: D. Guéranger, o restaurador da liturgia romana; o Pe. Salinis, que seria cardeal e um dos primeiros jornalistas católicos; o Pe. Rohrbacher, o melhor historiador da Igreja no século XIX; o Pe. Gerbert, que Louis Veuillot considerava um dos mestres da literatura francesa; o Conde de Lacordaire, Montalembert e tantos outros, sem contar os trânsfugas como Lamartine e Victor Hugo.

Houve uma profunda perseguição nos meios estudantis, pois queriam formar alunos com uma mentalidade anti-católica, criando assim uma “nova geração” onde o catolicismo pudesse ser apagado da mente dos homens. E isso só seria possível se começasse o ensino da revolução nas escolas. Agora o perigo tornou-se demasiadamente perverso.

Não se tratava mais de conseguir licença para abrir escolas católicas, mas sim de combater o ensino universitário, mostrando quanto ele era contrário à doutrina católica.

Foi proibido ser professor e pertencer à congregação dos Jesuítas.

Desde a sua fundação os jesuítas foram combatidos pelos inimigos da Igreja, e as calúnias que contra eles se levantavam sempre encontravam eco em certos católicos de má vontade. A corrente de pensamentos liberais era no sentido de expulsar todos os jesuítas, e assim aconteceu. Os jesuítas foram brutalmente perseguidos e afastados das escolas proibindo que qualquer pessoa que tivesse alguma afinidade com os jesuítas fosse professor.

(Fonte: Ultramontanos séc XIX, Os Católicos Franceses do Século XIX - Parte 1 - Bertrand de Poulengi – publicado na Revista Catolicismo - Janeiro de 1951)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cristeros - mártires no Mexico


VIVA CRISTO REI !

No ano de 1917 foi promulgada no México uma Constituição anticlerical. Houve um levantamento popular contra essas leis contrárias à Igreja Católica. Os resistentes eram conhecidos como CRISTEROS. Muitos dos CRISTEROS morreram fuzilados pelo Estado anticlerical bradando: “Viva Cristo Rei”.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pessoa Jurídica ou Pessoa Física?

A Igreja é pessoa jurídica ou pessoa física? Nenhum dos dois. A Igreja é Pessoa Moral, conforme preceitua o Código de Direito Canônico:

Cân. 113 § 1. A Igreja católica e a Sé Apostólica são pessoas morais pela própria ordenação divina.
§ 2. Na Igreja, além das pessoas físicas, há também pessoas jurídicas, isto é, sujeitos, no direito canônico, de obrigações e direitos, consentâneos com a índole delas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Furto de Hóstia


Segunda passada, na missa das almas, às 19h, na Igreja de Santa Rita de Cássia, no Centro do Rio, o frade que comandava a comunhão desconfiou de três mulheres com marcas de rituais de candomblé nos braços, desceu do altar e foi ver se elas haviam posto a hóstia na boca.

Um bafafá se formou.

Uma delas, meu Deus, havia escondido a hóstia no... sutiã! -- e, por isso, escapou da revista.

As outras duas acabaram devolvendo.

As moças cumpriam missão dada por uma entidade do terreiro que frequentam.

As três hóstias seriam usadas... num trabalho.

(fonte: Jornal "O Globo" de 13 de novembro de 2011 - escrito por Ancelmo Goes)

(crédito da imagem: Associação dos Devotos de Fátima
http://www.adf.org.br/home/2011/09/os-milagres-de-santo-padre-pio-de-pietrelcina/hostias/)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ódio contra a Santa Igreja



Divulguem o máximo que puderem.


Deixo de comentar, pois o vídeo fala por sí:


Roma 15-10-2011 - VIDEO Imagem de Nossa Senhora é destruida por black block durante manifestaçao dos "indignados":



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Campanha "Comente"

Fui presenteado com este selo pelo meu amigo João Batista, moderador do magnífico blogue http://jbpsverdade.blogspot.com/ cuja leitura eu recomendo.

Nota explicativa que acompanha o selo: Esse selo foi idealizado por Jonathan Cruz, no intuito de incentivar os comentários nos blogues. Acredito que "comentar" não seja apenas escrever na postagem do Blogue, mas também comentar com outras pessoas sobre as publicações ajudando assim no apostolado. O comentário na própria postagem tanto serve para o autor do Blog quanto para quem visita; o comentário é uma complementação da postagem, serve de incentivo, de correção, de indicação, de referencias e também para complementa-lo com informações e pareceres pessoais.

Porém “comentar” com os amigos (seja pessoalmente ou pela internet) as postagens lidas de um blogue, contribui de forma especial para a sua difusão e ajuda enormemente no apostolado. Comentar com os amigos, torna o blogue conhecido e atrai outras pessoas para as quais o seu conteúdo possa fazer algum bem.

Agradeço ao João Batista pelo presente e pela oportunidade de poder dizer essas palavras sobre os comentários e a difusão dos ideais do blogue que é sempre a defesa da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

A todos os que visitarem meu blogue repasso este selo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nossa Senhora foi atacada


O Jornal "O Globo" de terça-feira, 6 de setembro de 2011, trouxe uma notícia terrivel: "Pichadores atacam igreja de 203 anos em São Fidélis". São Fidelis é uma cidade do norte do Estado do Rio de Janeiro no Brasil.

Campos -- A Igreja de São Fidélis de Sigmaringa, no município de São Fidélis, no Norte Fluminense, uma das mais importantes do interior do estado, foi atacada por vândalos no último domingo -- dia em que o novo bispo de Diocese de Campos, dom Roberto Paz, que assumiu há menos de um mês, celebraria sua primeira missa no templo.

O padre daquela paróquia, Luiz Carlos Reis de Amorim, contou que a porta lateral da igreja foi arrombada e os invasores fizeram várias pichações com spray de tinta. A mais chocante, de acordo com ele, foi a pichação da imagem de Nossa Senhora, instalada no altar principal, que foi toda coberta de tinta. -- Não temos qualquer pista de quem está por trás dessa agressão, mas o fato é que isso parece intolerância religiosa -- disse o padre Luiz.

A Igreja de São Fidélis de Sigmaringa tem 203 anos, foi construída por dois frades capuchinhos, que eram arquitetos, e segue o estilo dos templos de Roma.

A Igreja de São Fidélis de Sigmaringa é a maior referência do município, que tem cerca de 40 mil habitantes. Foi a partir da construção do templo que a cidade nasceu. Os católicos estão revoltados com os atos de vandalismo.

(Aloysio Balbi) - Foto (http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/05/igreja-de-sao-fidelis-atacada-por-vandalos-no-dia-em-que-novo-bispo-celebraria-primeira-missa-925295520.asp)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Catecismo Anticomunista

Catecismo Anticomunista

Dom Geraldo de Proença Sigaud

I. O QUE É O COMUNISMO E O QUE ELE ENSINA

1 Que é o comunismo?
O comunismo e uma seita internacional, que segue a doutrina de Karl Marx, e trabalha para destruir a sociedade humana baseada na, lei de Deus e no Evangelho, bem como para instau­rar o reino de Satanás neste mundo, implantando um Estado ímpio e revolucionário, e organizando a vida dos homens de sorte que se esqueçam de Deus e da eternidade.

2 Qual é a doutrina que a seita comunista ensina?
A seita comunista ensina a doutrina do mais completo materialismo.

3 Que ensina o materialismo comunista a, respeito de Deus?
O materialismo comunista ensina que Deus não existe, e que só existe a matéria.

4 Contenta-se a seita comunista em ensi­nar que não há Deus e que só existe a matéria?
A seita comunista dá grande importância a um materialismo pratico, em que o homem cogita se Deus existe ou não, mas procede, pensa e organiza sua vida sem se incomodar com Deus nem se lembrar dEle. Assim; aos poucos chega também ao materialismo teórico.
O comunista verdadeiro é materialista teórico e prático, para poder levar seus prosélitos ao caminho aludido.

5 Que pensa a seita comunista a respeito da alma?
Para a seita comunista o homem é só matéria, e a alma não existe.

6 Que pensa a seita comunista a respeito da eternidade?
Para a seita comunista o homem desaparece totalmente após a morte. Não há Céu nem inferno, não há felicidade nem castigo depois desta vida.

7 Que pensa a seita comunista a respeito da natureza humana?
Para a seita comunista o homem é um simples animal; embora mais evoluído do que o boi e o macaco, não passa de animal.

8 Qual e a primeira conseqüência prática desta doutrina?
A primeira conseqüência prática deste materialismo é que o homem deve procurar sua felicidade somente nesta terra, e no gozo dos prazeres que a vida terrena oferece.

9 O homem, segundo pendi de Deus e da sua lei?
Não. Uma vez que só há mataria, o homem não depende de Deus, que não existe; ele é supremo senhor de si mesmo.

II. ATITUDES DO COMUNISMO PERANTE A RELIGIÃO

10 A seita comunista dá importância à Religião?
Embora negue a existência de Deus, e afirme que a Religião é coisa quimérica, o comu­nismo dá grande importância ao fato de que existe Religião no mundo, porque vê nela o seu maior inimigo. Lenine a chama de “ópio do povo”.

11 Por que a Religião é inimiga do comunismo?
A verdadeira Religião, que é a Religião Católica, é inimiga mortal do comunismo, porque ensina exatamente o contrario do que ele ensina, e inspira os fieis a preferirem a morte às doutrinas e ao regime comunista.

12 Que faz o comunismo com a Religião?
Com a Religião Católica a luta do comu­nismo é de morte: só poderia cessar se chegasse a destruir em todo o mundo a Igreja verdadeira (o que e impossível). Quanto às outras religiões, a seita usa de duas táticas: quando sente que uma delas é um empecilho para a sua vitoria, ataca-a; mas se vem a perceber que se pode servir de alguma religião para se propagar, ou mesmo pala matá-la, então a tolera e até favorece na aparência, para a destruir mais radicalmente.

13 Para conquistar o poder, que faz a seita comunista com referência à Igreja Católica?
Para conquistar o poder, a seita comu­nista procede da seguinte maneira com relação à Igreja Católica:
a) Procura persuadir os católicos de que não há oposição entre os objetivos da seita e a doutrina da Igreja. Procura até apresentar as idéias comunistas como a realização da doutrina do Evangelho.
b) Procura criar urna corrente intitulada de “católicos progressistas”, “católicos socialistas” ou “católicos comunistas”, para desorientar e desunir os católicos.
c) Procura atirar as organizações católicas contra os outros adversários naturais do comunismo, como os proprietários, os militares, as autoridades constituídas, para dividir e destruir os que se opõem a conquista do poder pelo Partido Comunista.
d) Favorece as modas e costumes imorais para minar a família e portanto a civilização cristã da qual a família é viga mestra.
e) Mantém nas nações cristãs a sociedade em constante agitação, fomentando antagonismo entre as classes, as regiões do mesmo pais, etc.

14 Depois de conquistado o poder, que faz a seita • comunista com a Igreja Católica?
Sua tática com a Igreja Católica, depois de conquistado o poder, varia de acordo com as circunstâncias. Mas os passos da luta em geral são os seguintes:
a) envolver os católicos nos movimentos promovidos pelo Partido Comunista;
b) afastar os Bispos, Sacerdotes e Religiosos que resistem; se preciso, matá-los;
c) liquidar os líderes católicos;
d) separar a Igreja do país, da obediência ao Santo Padre.

15 Pode um católico colaborar com os movimentos comunistas?
A coisa que os comunistas mais desejam é que os católicos colaborem com eles. Quem começar a colaborar, terminará comunista. “Cola­borou? Morreu!”

16 Se o comunismo ensinasse que Deus existe, e tolerasse a Religião, os católicos poderiam ser comunistas?
No dia em que o comunismo admitisse que Deus existe, e que ele é Senhor nosso, já não seria propriamente comunismo.

III. PONTOS BÁSICOS DA DIVERGENCIA ENTRE COMUNISMO E CATOLICISMO

17 Então a divergência entre a seita comunista e o Catolicismo se verifica só no campo religioso?
Não. Além do campo religioso, há mui­tos outros campos em que as divergências entre a seita comunista e o Catolicismo são irredutíveis.

18 Em que outros pontos fundamentais existe esta divergência radical?
Esta divergência existe em todos os pon­tos. Mas ela é mais fundamental em relação à verdade e a moral, a família, a propriedade e a desigualdade social.

19 Que ensina o comunismo a respeito da verdade?
Ensina a Igreja que Deus criou o mundo e criou a alma humana, que é inteligente. A alma conhece a verdade das coisas. Ela afirma que urna coisa é idêntica a si mesma, dizendo o que é, é; o que não é, não é.
O comunismo ensina que não há verdade. Uma coisa pode ser e não ser, ao mesmo tempo. Uma coisa é ela e o contrário dela.

20 Então o comunismo não admite a verdade?
Não. Para o comunista não interessa que uma afirmação corresponda à realidade ou não.
Para ele, “verdade” é o que ajuda a fazer a Revolução. A mesma afirmação pode ser hoje e amanhã, sucessivamente, “verdade” e “mentira”, de acordo com a conveniência do Partido. As­sim, houve tempo em que Stalin era um herói para a seita comunista. Hoje é um bandido declarado.
Não há verdade objetiva.

21 Que outra grande divergência existe entre o comunismo e o Catolicismo?
O Catolicismo ensina que Deus é absolu­tamente santo. E por isto, as ações humanas que estão de acordo com Deus são boas; e as que vão contra a ordem que Ele estabeleceu são más.
O comunismo, – que é materialista, ensina que não existe moral. Quando uma ação e útil ao Partido, é boa; quando prejudica o Partido, e má.

22 Dê um exemplo.
Para o católico as boas relações dos fi­lhos com os pais constituem um bem.
Para o comunista, essas boas relações podem ser um bem, e podem ser um mal. Se os pais se opõem à Revolução, o filho deve odiá-los, denun­ciá-los, e, se for preciso, depor nos processos contra eles e até matá-los. Se os pais trabalham para a Revolução, o filho deve mostrar-lhes amor e colaborar com eles.

23 Poderia dar outro exemplo?
Outro exemplo seria o seguinte. Se o Brasil entrar em guerra contra a Rússia, o comu­nismo ensina que os brasileiros deverão trair sua Pátria, trabalhar para que os nossos soldados sejam derrotados e o Brasil dominado pelos soviéticos.
Mas, se por desgraça o Brasil passar a aliado da Rússia, os brasileiros deverão mudar de orien­tação e lutar pela vitória do Brasil.
Em resumo: é bom o que ajuda a Revolução, é mau o que a combate ou prejudica.

24 o comunismo ensina a respeitar as famílias?
Como o homem é um animal, a família vale tanto como um casal de bichos. Por isto o comunismo ensina a dissolver as famílias, a violentar as mulheres dos povos que não são comunistas, e a respeitar as “famílias” dos que o são.

25 Que aconteceria às nossas famílias católicas se o comunismo dominasse o Brasil?
Os pais que resistissem à profanação do seu lar poderiam ser mortos; as filhas e esposas ficariam expostas à violação; as famílias perderiam suas propriedades e seriam arruinadas e destruídas.

26 O comunismo acha que o Direito é sagrado?
Como não admite a existência de Deus nem da alma, o comunismo não reconhece a digni­dade do homem e nega que o Direito exista. Somente reconhece a força.

27 Pode dar um exemplo?
Se eu der um osso a um cão, este não adquire um direito ao osso. Posso lhe tirar o osso sem ferir nenhum direito. A razão é a seguinte: não tendo alma, o cão não é uma pessoa. Não sendo pessoa, não tem direito. Uma vez que para o comunismo o homem não é pessoa, e sim ani­mal, ele não tem direito. O Estado lhe dá o que quiser, e quando quiser lhe tira. O homem é menos que um escravo; é uma rês.

28 Qual é a definição do homem?
Para o católico: o homem é um animal racional, dotado de personalidade e de direitos.
Para o comunista: o homem é um animal trabalhador.

IV. A ESSÊNCIA DO HOMEM É SER TRABALHADOR

29 Qual é o papel do trabalho na vida?

Para o católico; o trabalho é meio de conseguir certos recursos que possibilitam ao ho­mem gozar dos bens que Deus criou para ele. O trabalho existe para o homem.
Segundo o comunismo, o homem existe para o trabalho. O trabalho é o fim da vida.

30 Se o homem é um animal trabalhador, deve ele trabalhar sempre?
Para a seita comunista quem não trabalha não é homem. Quanto mais o homem trabalha; mais homem é. Assim, ele pode mudar a sua própria natureza, vivendo somente para o trabalho.

31 Então o homem não tem uma natu­reza estável, que Deus lhe deu?
Segundo a doutrina católica, tem. Deus constituiu a natureza humana imutável. Para o comunista, uma lei universal levou a matéria até a forma humana. Esta forma está em evolução. É o homem que dá a si mesmo a sua natureza, mediante o trabalho. O homem é o criador de si próprio.

32 Quem deve, então, ser adorado?
Para o católico, Deus deve ser adorado, porque é o Criador do céu e da terra.
O comunista recusa adoração a Deus. Em vez de adorar ao Criador, ele adora o Estado co­munista e totalitário.

V. A REVOLUÇÃO E A CRISTANDADE

33 Qual é para o comunismo o critério supremo da verdade, da moral e do direito?
O critério supremo da verdade, da moral e do direito é para o comunismo a ação revolucionária.
Assim como para o católico o fim supremo é a vida eterna, para o comunista o fim supremo da vida é a Revolução.

34 Que e a Revolução?
Revolução, com maiúscula, é a rejeição de Deus, de Cristo, da Igreja, e de tudo o que deles provém, é a organização da vida humana somente segundo a razão humana e as paixões humanas. Seu ideal é a Cidade do homem sem Deus, oposta à Cristandade e à ordem natural, que é a Cidade de Deus.

35 Que é a Cristandade?
Cristandade é a sociedade temporal organizada segundo Deus, isto é, de acordo com o direito natural e a palavra de Deus, revelada por Jesus Cristo, transmitida, interpretada e aplicada à vida pela Igreja Católica.

36 Quais são os fundamentos da Cristandade?
Os fundamentos da Cristandade são dois: o direito natural e a Revelação, trazida por Jesus Cristo e transmitida pela Igreja Católica.

VI. VIRTUDES QUE FUNDAMENTAM A CRISTANDADE E PAIXÕES QUE MOVEM A REVOLUÇÃO

37 Sobre que virtudes se baseia a Cris­tandade?
A Cristandade se baseia principalmente sobre as seguintes virtudes: a fé, a castidade e a humildade.

38 Que paixões desordenadas são a mola da Revolução?
O orgulho, que rejeita a fé; a sensualidade que rejeita a castidade; a soberba, que rejeita a humildade, são as molas principais da Revolução.

39 Quais são as conseqüências destas paixões?
Do orgulho, que rejeita a fé, nasce a negação da vida eterna como fim da existência terrena, bem como a negação de Deus, e de Cristo como Senhor do homem.
Da sensualidade, que rejeita a castidade, nas­ce o desejo de gozar esta vida de todas as formas, e em conseqüência ela conduz ao desprezo e a dissolução da família.
E da soberba, que rejeita a humildade, nasce a revolta contra a autoridade divina e humana, e contra todas as limitações que o homem pode sofrer. De modo especial ela conduz ao igualitarismo, isto é, ao ideal comunista de uma sociedade sem classes.

40 Que se entende ai por classe social?
Classe social e um conjunto de pessoas — e suas respectivas famílias — cujas funções na sociedade são diversas, porém iguais em dignidade. Exemplo: advogados, médicos, engenheiros, fazen­deiros, oficiais das Forças Armadas, apesar da diversidade de suas funções, constituem com suas famílias uma mesma classe social. — Todas as classes sociais são dignas, mas não iguais em dignidade. Por exemplo: o trabalho manual é digno e foi até exercido pelo Verbo Encarnado; todavia, a dignidade do trabalho intelectual é intrinsecamente maior: o espírito é mais do que a matéria.

41 A que titulo a família faz parte da classe social?
De acordo com a lei natural e a doutrina da Igreja, a família participa de algum modo, não só do patrimônio, como da dignidade, honra e consideração de seu chefe, com o qual forma um só todo e a cuja classe social pertence. Sendo inerente à família a transmissão aos filhos, não só do patrimônio dos pais, como também, de certo modo, da honra e consideração que se prende ao nome paterno, a presença da família na classe so­cial dá a esta um certo caráter de continuidade hereditária.

42 Então uma pessoa não pode passar pare uma classe a que não pertence a sua família?
Pode. Não se deve confundir classe so­cial com casta. No regime pagão das castas existe entre estas uma barreira intransponível. Cada pes­soa pertence necessariamente, por toda a vida, à casta em que nasceu. Isto, quaisquer que sejam suas ações, boas ou más. Na civilização cristã, não há castas impermeáveis, mas classes sociais permeáveis. Ou seja, a pessoa pertence à classe em que nasceu, mas pode elevar-se a outra se tiver um mérito saliente. Bem como pode decair, em razão de seu mau procedimento. Assim, o princípio da hereditariedade se harmoniza com o postulado da justiça.
O comunismo, ao invés, quer uma sociedade sem classes, em que todos sejam iguais, no que contraria o princípio natural da hereditariedade e as exigências da justiça.

VII. O PROLETÁRIO É O ÚNICO HOMEM IDEAL, SEGUNDO O COMUNISMO

43 Se não há Direito, como pode, segun­do os comunistas, existir a sociedade?
A sociedade, segundo os comunistas, exis­tirá sem Direito: existirá pela força.

44 Em mãos de quem ficará a força na sociedade?
Aqueles que representam o homem mais perfeito hão de ter em suas mãos a força na sociedade.

45 Quem representa o homem mais per­feito, de acordo com o comunismo?
Segundo o comunismo, os proletários não tem nenhuma raiz que os prenda ao passado ou a sociedade presente, e portanto são os homens mais livres de limitações; são eles que, unidos, constituem a maior força revolucionaria. Para a seita comunista o proletário é, pois, o homem mais perfeito. De fato, em sua mentalidade não existem os “entraves” e as “degenerescências” que ligam as outras classes à ordem social vigente.
Por isso mesmo, a seita o considera como o instru­mento ideal da Revolução.

46 Que devem fazer os proletários, de acordo com o comunismo?
De acordo com o comunismo, os proletários devem mover guerra às outras classes, e im­plantar a ditadura do proletariado, que pela violência extermine a Igreja, o Clero, os nobres, os ricos, os proprietários, os que se realçam pela inteligência, todos os homens independentes, e assim destrua tudo o que se opõe á Revolução.

VIII. A LUTA DE CLASSES

47 Como se chama esta oposição entre os proletários e os demais cidadãos?
Esta oposição se chama luta de classes.

48 Esta luta durará muito?
Para os comunistas, esta luta não termi­nará senão quando no mundo inteiro só houver a classe dos proletários, isto é, dos trabalhadores que não têm nada de próprio.

IX. A PROPRIEDADE, A VIDA HUMANA E A ESCRAVIDÃO DO OPERARIADO

49 O indivíduo, no regime comunista, não pode possuir nada?
No regime comunista o indivíduo não é dono de nada. Tudo é do Estado.

50 O comunismo não admite por vezes o direito de propriedade?
Quando está no poder, o comunismo às vezes concede o uso de algum imóvel a um ou outro trabalhador. Mas não reconhece o direito de propriedade, pois pode tomar tudo a todos, quando quiser. O homem, no regime comunista, não tem sequer direito ao fruto do seu trabalho.

51 No regime comunista ninguém é, en­tão, dono de nada?
No regime comunista ninguém é dono de nada: nem do dinheiro, nem da fábrica, nem do campo, nem da casa, nem da profissão, nem de si mesmo. Tudo é do Estado, tudo depende do Estado.

52 Então o regime comunista é de escravidão?
O regime comunista estabelece a mais completa escravidão, pois não reconhece ao ho­mem nenhum direito.

53 O comunismo respeita a vida humana?
Não. Uma vez que o homem não passa de animal, o comunismo trata a vida humana como nós tratamos a dos bois. Se fôr preciso, mata-se. Assim, para dominar a Rússia foi preciso assassi­nar cerca de 20 milhões de russos, ou fuzilando-os, ou deixando-os morrer de fome. Nos campos de concentração da União Soviética, ao tempo de Stalin, calcula-se que havia 16 milhões de homens e mulheres de todas as categorias, padres, intelectuais, operários, que trabalhavam como escravos e acabaram morrendo de miséria. Para conquistar o poder, os comunistas chineses assassi­naram vários milhões de pessoas. Para dominar os católicos da Espanha, as milícias bolchevistas mataram onze Bispos e 16.852 Sacerdotes e Religiosos, bem como muitos milhares de pais de família.

54 No regime comunista, o operário pode se queixar, fazer greve, trocar de serviço?
Não. O Partido marca onde o operário deve trabalhar. Neste trabalho ele deve produ­zir o máximo. Não pode reclamar, e nem é bom pensar em greve, porque quem pensar vai para o degredo na Sibéria, para um campo de concentra­ção ou para a forca. No regime comunista o operário não tem direito algum.

55 Os comunistas mantêm sempre os operários na miséria?
Até hoje a situação material dos operários em todos os países comunistas é em geral miserável. Todavia, a Rússia promete que no ano 2000 os trabalhadores russos terão a mesma situa­ção que têm atualmente os seus colegas ocidentais. O comunismo não se interessa pelo bem-estar dos operários senão enquanto ele é útil para a Revolução, por isso, se os operários, obtido o bem-estar, começam a desobedecer, volta de novo a miséria. O comunismo trata os trabalhadores como reses, ou como escravos. O senhor de es­cravos dava-lhes comida porque lhe interessava que eles fossem fortes e sadios, para poderem trabalhar. Mas, se em dado momento parecer ne­cessário às autoridades comunistas reduzir gravemente o padrão de vida da classe trabalhadora, em favor do desenvolvimento das industrias do Estado ou do seu poderio militar, fá-lo-ão sem hesitação, pois para elas o operário é escravo e o escravo não tem direito.

56 Nos países não comunistas, o comu­nismo quer melhorar a situação dos operários?
Não. Nos países não comunistas o comunismo quer que os operários fiquem tão miseráveis, que cheguem ao desespero, e assim provoquem greves e desordens, as quais os comunistas apro­veitarão para derrubar o governo legítimo e im­plantar a sua ditadura.

57 Nos países dominados pelos comunis­tas não há diferenças de riqueza e de classe social?
O comunismo promete abolir as diferenças de riqueza e de classe. Mas isto é contra a natu­reza humana. Destruindo a moral e o direito, o comunismo favorece um grupo de dirigentes e de membros do Partido, que dispõem de grandes ri­quezas e vivem com fartura e luxo em casas sun­tuosas, enquanto o operário em geral passa privações, e obrigado a trabalhar onde o Partido manda, tem para morar somente um quarto, onde se amon­toam os pais, os filhos e todos os membros da família, sem cozinha, nem banheiro próprios. A diferença entre os que mandam e os outros é mui­to maior que entre os capitalistas e os operários.

X. O PAPEL DE SATANÁS

58 Quem inventou este regime?
Quem inventou este regime foi Satanás, que sabe que o melhor meio de levar os homens à perdição eterna e fazê-los rebelarem-se contra a ordem constituída por Deus.

59 Como que Satanás consegue adeptos para este regime?
Prometendo aos homens o paraíso na terra se eles renunciarem a Deus e ao Céu, Satanás con­segue enganá-los como o fez a nossos primeiros pais, e o resultado é o inferno na terra e na eter­nidade.

XI. A VIOLÊNCIA E A LIBERDADE

60 Como se implanta o regime comunista?
O regime comunista é implantado, em ge­ral, pela violência. Os comunistas procuram che­gar ao poder de qualquer modo: por eleições, por pressão de tropas estrangeiras, por golpes arma­dos. Uma vez no poder, destroem toda oposição, e implantam a ditadura, em nome do proletariado.

61 Então são os operários que passam a mandar?
Não. Os operários não mandam. Eles passam a situação de escravos, trabalham onde o governo os manda trabalhar, não podem se afastar dali; recebem o salário que o governo quer e, se reclamam, podem até ser fuzilados.

62 O comunismo admite direito, à greve?
Nos países que quer dominar, o comunis­mo exige que a lei estabeleça o direito de greve; e organiza paredes para desmantelar a economia nacional. Mas, uma vez dominado o país, não to­lera a greve em nenhuma hipótese, e sujeita o operário à mais tirânica escravidão

63 É somente pela violência que o comunismo é implantado?
Em geral o comunismo é implantado pela violência; mas ele é preparado por muitas atitudes dos cristãos.

XII. O MATERIALISMO DO OCIDENTE PREPARA O CAMINHO DO COMUNISMO

64 Que atitudes dos cristãos preparam a vitória do comunismo?
Como o comunismo nasce do materialismo, da sensualidade e do orgulho, o materialismo prático dos cristãos que vivem como se não houvesse a eternidade cria o caldo de cultura em que o bacilo comunista prolifera.

65 Dê alguns exemplos destes materialistas práticos.
Posso dar os seguintes exemplos: quem só se preocupa com ganhar dinheiro; quem pro­cura gozar dos prazeres da vida, embora lícitos, sem se interessar pela prática da oração e da peni­tência; quem se entrega ao jogo; quem freqüenta lugares suspeitos; quem se veste com sensualidade, sem modéstia; quem dança as danças modernas; quem lê revistas obscenas ou sensuais; os freqüen­tadores do cinema e da televisão imorais; quem se desinteressa pela graça santificante, pecando como se não houvesse pecado.

XIII. A IGREJA E OS OPERARIOS

66 Que tem feito a Igreja pelos pobres e operários?
A Igreja, ao longo da Historia, aboliu a escravatura, defendeu os fracos e pobres, ensinou os ricos e poderosos a amparar os humildes, difun­diu a justiça e a caridade. Organizou os trabalha­dores em grandes sociedades chamadas corporações, que cuidavam de sua formação técnica, de sua prosperidade material, do bem espiritual deles e de sua família, lhes davam assistência na doença e cuidavam dos seus filhos em caso de morte. Estas associações sofreram um golpe de morte com a Revolução Francesa, mas duraram em muitos países até as agitações do ano de 1848; na Alemanha elas ainda existem.

67 Depois de 1848 a Igreja não fez mais fada pelos operários?
O individualismo introduzido pela Revolução Francesa destruiu as corporações católicas e deixou os operários entregues à própria sorte. Então a Igreja empreendeu um grande trabalho em favor deles, simultaneamente em três pontos.

68 Qual foi a primeira frente que a Igreja atacou?
A Igreja Católica procurou, de início, principalmente minorar a miséria das pessoas. Para este fim multiplicou as Santas Casas, os orfanatos, asilos para velhos, Oratórios festivos, creches, e obras de assistência social. Assim é que, para dar um exemplo, no Estado de São Paulo, atualmente, de cada cem instituições de caridade ou de assistência, oitenta são mantidas pela Igreja Católica. Os comunistas não mantêm nenhuma. As vinte restantes pertencem a outras igrejas, às organizações leigas e ao Poder público. Nos outros Estados do Brasil, a proporção de obras mantidas pela Igreja é ainda maior. E note-se que as instituições de caridade e assistência mantidas e dirigidas pela Igreja funcionam admiravelmente. Basta ver um hospital dirigido por Religiosas.

69 Qual foi a segunda frente que a Igreja atacou?
Enquanto fundava e organizava instituições de caridade e de assistência, a Igreja lutava para corrigir os defeitos da sociedade que geravam tanta miséria. Desde o Papa Pio IX, e principalmente no pontificado de Leão XIII, Ela insistiu com os ricos, os patrões, o Estado e os trabalhadores para que se lembrassem da ordem social que Deus quer e Jesus Cristo fundou, e se aplicassem a melhorar as condições de vida do operário. Os Papas ensinaram que o trabalho não é mercadoria, e que o homem que trabalha tem direito a um salário nas seguintes condições: a) que lhe permita viver com dignidade; b) que dê para criar e educar os filhos; c) que possibilite ao trabalhador diligente e econômico formar um pecúlio que melhore a sua situação e lhe garanta o futuro.

70 Os ensinamentos dos Papas tiveram resultado?
Os ensinamentos dos Papas já modificaram completamente, em muitos países, a mentalidade dos patrões e dos operários, e melhoraram felizmente as condições destes últimos. Mas a Igreja continua a insistir, e o atual Pontífice, Sua Santidade o Papa João XXIII, publicou há pouco a Encíclica “Mater et Magistra”, em que ensina mais uma vez como os patrões devem tratar os trabalhadores, para que haja justiça, caridade e paz.

71 Qual foi a terceira frente em que a Igreja empreendeu o grande trabalho em favor dos operários?
A Igreja, enquanto atendia as misérias mais gritantes e imediatas, e ensinava aos patrões e operários como devia ser as suas relações de acordo com a justiça e a caridade, promovia a organização destes e daqueles em associações, que se chamam corporações, círculos operários, etc. Estas organizações formam nos vários países grandes confederações, como na França a Confederação dos Trabalhadores Cristãos, na Itália a Asso­ciação Católica dos Trabalhadores Italianos, no Brasil a Confederação dos Círculos Operários, etc.

72 Em que mais os Papas insistiram?
Os Papas insistiram em que os operários se unam, para juntos defenderem os seus direitos, respeitando, porém, os direitos dos patrões. Os Papas aconselham a estes que, na medida do possível, melhorem o salário e as condições dos trabalhadores, dando-lhes mais do que o estritamente justo.

73 Quais os Papas que mais se salientaram , na ação em favor dos direitos do operário, e da justiça e harmonia entre as classes sociais?
Todos os Papas se têm desvelado pela melhora da dura situação que começou para os operários com a Revolução Francesa. De um modo especial devem-se mencionar os seguintes Pontífi­ces: Leão XIII, autor da Encíclica “Rerum Novarum”; Pio XI, autor da Encíclica “Quadragesimo Anno”; João XXIII, autor da Encíclica “Mater et Magistra”.

74 Que Papas se salientaram na luta contra o comunismo?
Todos os Papas, de Pio IX a João XXIII, tem condenado o comunismo. A Encíclica “Divini Redemptoris” de Pio XI trata especialmente do assunto, com grande, clareza e vigor. Durante o pontificado de Pio XII, a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício fulminou com a pena de excomunhão quem pertence ao Partido Comu­nista ou colabora com ele.

75 Quais as conseqüências práticas desta excomunhão?
Os membros do Partido Comunista e os que com ele colaboram não podem receber os Sacramentos nem ser padrinhos de batismo, confir­mação e casamento, ficam privados de enterro reli­gioso e sepultura eclesiástica, e não se pode cele­brar em público: missa em sufrágio de suas almas.

76 Os comunistas têm direito de divulgar suas doutrinas, de viva voz, ou pela imprensa, rádio e outros meios de propaganda?
Não. Segundo a doutrina católica o erro não tem direito de ser difundido. Cumpre ao Poder Público proibir-lhe a propaganda.

XIV. O SOCIALISMO

77 Haverá outro meio de preparar os homens para o comunismo?
Outro meio de preparar os homens para o comunismo é o socialismo.

78 Que vem a ser o socialismo?
O socialismo é o sistema que professa que todos os meios de produção, de transporte, o ensino, a assistência, toda a propriedade, devem per­tencer ao Estado.

79 Para o socialismo, qual é o papel do individuo?
Para o socialismo o individuo é meio e não fim da sociedade. Por isto o Estado deve se ocupar de tudo, e cuidar do indivíduo em todos os setores, deixando a este somente aquilo que o Estado mesmo não pode fazer.

80 Neste caso, o socialismo é o mesmo que o comunismo?
Não. O fim de um e outro é o mes­mo o estabelecimento de uma sociedade sem classes, a abolição da propriedade privada e da inicia­tiva privada, e a entrega ao Estado de todos os meios de produção. A diferença está em que o socialismo procura alcançar estes objetivos com meios brandos, usando da propaganda doutrinária e das eleições, enquanto que o comunismo prefere recorrer à violência. Os meios são diferentes, mas o fim é o mesmo. O socialismo é como uma rampa pela qual o mundo desliza suavemente da ordem natural e divina para o comunismo.

81 Há formas moderadas de socialismo?
Há formas moderadas de socialismo. Tais formas existem sempre que se exagera, em medida maior ou menor, a ação do Estado, em detri­mento da iniciativa individual ou da propriedade privada.

82 Pode o católico ser socialista?
O católico não pode ser socialista, porque o socialismo contradiz a doutrina da Igreja, que estabelece o seguinte princípio: o Estado existe para realizar as tarefas de bem comum de que nem os indivíduos, nem as famílias, nem as socie­dades intermediárias são capazes por si mesmos. Este princípio defendido pela Santa Igreja, e de modo especial pelo Santo Padre João XXIII na Encíclica “Mater et Magistra”, chama-se o “prin­cípio da subsidiariedade”.

83 Que dizem os Papas sobre o socialismo moderado?
Os Papas dizem que, consistindo o socialismo, ainda que moderado, no exagero da ação estatal, é sempre condenado, porque incompatível com a justiça e a ordem natural estabelecida por Deus.
Por isto disse Pio XI que o socialismo — mesmo quando moderado — “não pode conci­liar-se com a doutrina católica” (Encíclica “Qua­dragesimo Anno”).

84 Que dizer então do chamado “socia­lismo cristão” ou “católico”?
O chamado “socialismo cristão” ou “socialismo católico” e uma aberração tão grande como se alguém falasse de um protestantismo católico ou de um círculo quadrado.

XV. A CONQUISTA DO POVO — AS ELITES E A MASSA

85 Qual a técnica que o comunismo usa para conquistar as elites?
A técnica usada pelo comunismo para conquistar as elites consiste em promover o convívio e a colaboração delas com núcleos da seita. Os comunistas aos poucos as vão levando a pen­sar à maneira materialista. Levam-nas primeiro a agir como materialistas, para terminarem pensando como materialistas.
Os comunistas usam também um processo de mudança da maneira de pensar, em geral sem dis­cutir, que denominam de “lavagem cerebral”.

86 Que meios usa o comunismo para conquistar as massas?
Os grandes meios utilizados pelos comu­nistas para conquistar as massas são a revolta e as promessas. Pela revolta, o comunismo açula a classe operária contra os ricos. Pelas promessas desperta nos corações a inveja e a cobiça. Para conquistar as inteligências do povo usa da propa­ganda, menos para convencer do que para saturar os cérebros com as idéias que convêm ao Partido, e tirar as que lhe são contrárias. Ao Partido não interessa se a propaganda diz verdades ou menti­ras: o que interessa é martelar até que a idéia pegue.

XVI. OS PONTOS MAIS VISADOS; A REFORMA AGRÁRIA

87 Quais são os pontos mais visados pela seita comunista em sua campanha para domi­nar um país?
Os pontos mais visados pela campanha comunista no primeiro período, que e o da des­truição da sociedade católica, são os seguintes: direito de propriedade, forças armadas, pátria, fa­mília, e sobretudo a Religião. Para quebrar todas as resistências, procura-se encher o povo de ódio contra tudo isto.

88 Que reformas o comunismo apregoa, para dominar um país?
Para dominar um país o comunismo apre­goa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária, depois vem a reforma ur­bana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter mais ou menos acentuadamente expropria­tório e socialista.

89 Em que consiste a reforma agrária que os comunistas querem?
Os comunistas, tomando por pretexto a situação não raras vezes lamentável do trabalha­dor rural, e a conveniência de favorecer-lhe o aces­so à condição de proprietário, promovem o con­fisco das propriedades rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas sob o controle absoluto do Estado.

90 De que maneira uma tal reforma agrária prepara a Revolução desejada pelo comunismo?
De tal reforma agrária o comunismo tira diversas vantagens:
a) ela destrói as elites rurais, coluna indispensável da ordem social;
b) cria uma grande desordem no campo, com lutas, violências, homicídios;
c) daí nasce uma grande penúria e grande fome no campo e na cidade;
d) assim se enfraquece a nação e se leva o povo ao desespero. Com isto as resistências anticomunistas ficam prejudicadas, e o Partido pode dar o golpe da Revolução.

91 A Igreja concorda com uma reforma agrária que viole o direito de propriedade?
A Igreja condena toda reforma agrária que não respeite como sagrado o direito da pro­priedade, seja do grande fazendeiro, como do pe­queno sitiante. Em ambos os casos este direito é sagrado.

92 Que reforma agraria a Igreja abençoa?
A Igreja abençoa uma reforma agrária que atenda aos seguintes pontos fundamentais:
a) respeito pela legítima propriedade, qual­quer que seja o seu tamanho;
b) fornecimento por parte do Estado, de assistência técnica, social e financeira ao lavrador;
c) colonização da imensa reserva de terras inaproveitadas da União, Estados e Municípios;
d) concessão de crédito aos grandes proprietários que queiram dividir e colonizar suas terras;
e) concessão de crédito a juros baixos e prazo longo, para os agricultores que queiram adquirir terras, montar suas fazendas ou sítios;
f) assistência religiosa e educacional aos homens do campo;
g) facilitar a formação de cooperativas agrícolas, livres, de iniciativa particular;
h) facilitar o armazenamento e transporte dos produtos da agricultura.

93 A Igreja proíbe a expropriação de uma gleba para fins sociais?
A Igreja admite a expropriação de uma gleba para fins sociais, mas com grandes cautelas:
a) é preciso que se trate de alcançar um bem comum proporcionadamente grande, ou de afastar um mal proporcionadamente grande;
b) é preciso que não haja outra solução que não seja dispor da gleba;
c) é necessário que se tenha antes tentado, sem êxito, a aquisição amigável do imóvel;
d) é necessário que o dono receba, no ato da desapropriação, e em dinheiro, o preço justo, correspondente ao valor real e atual do imóvel, seja esse valor grande ou pequeno.

94 Há casos especiais de desapropriação?
Sim. Por exemplo, se a finalidade da obra a ser executada em determinada gleba o exi­gir, o Estado poderá desapropriar, além desta, as glebas vizinhas, a fim de que a obra aproveite ao maior número de pessoas.

XVII. O IDEAL DO COMUNISMO: A SOCIEDADE SEM CLASSES; O IGUALITARISMO

95 Qual o ideal remoto da sociedade comunista?
A sociedade comunista ideal, diz a seita, será, depois dos horrores da ditadura do proleta­riado, uma sociedade sem classes nem proprietá­rios, onde todos serão iguais, todos trabalharão, cada qual segundo as suas forças, e cada um rece­berá da sociedade tudo o de que precisar. Será este o paraíso na terra.

96 Este ideal corresponde de Deus?
Este ideal á oposto à vontade aos planos de Deus em pontos essenciais:
a) Deus não quer que este mundo seja um paraíso, e sim um lugar em que ao lado de puras alegrias nós encontremos grandes sofrimentos, e assim, carregando a nossa cruz, nos santifiquemos. Nosso paraíso nos espera na outra vida.
b) Deus quer que cada indivíduo procure o seu bem-estar por seu esforço pessoal, amparado pelo Estado, mas não substituído por ele.
c) Deus quer que entre os homens haja de­sigualdades, as famílias formem classes distintas, umas mais altas que as outras, sem hostilidade re­cíproca, com caridade, e sem exagerada diferença: não deve haver alguns miseráveis, e outros exces­sivamente ricos.

97 Deus quer então que haja pobres e ricos, nobres e plebeus?
Está de acordo com os planos de Deus que existam pobres e ricos, gente humilde e gente importante, mas baseada toda esta hierarquia na justiça e na caridade.

98 Qual a ultima causa da desigualdade entre os homens?
A última causa da desigualdade entre os homens é a sua liberdade.
Dada a natural desigualdade de talentos e virtudes entre os homens, estes só podem ser mantidos num mesmo nível econômico diante uma ditadura de ferro, que suprima toda liberdade e toda iniciativa.

99 Como se chama a tendência que leva o homem a odiar as diferenças sociais, a querer uma sociedade sem classes?
A tendência que leva a querer que todos sejam iguais e a odiar as diferenças de classe cha­ma-se: igualitarismo.

100 Quais são os vícios que alimentam o igualitarismo?
Os vícios que alimentam o igualitarismo são:
a) a inveja, que não tolera que o próximo seja melhor, ou mais sábio, ou mais rico;
b) o orgulho, que não tolera ninguém aci­ma de nós;
c) a soberba, que não se conforma com os planos de Deus.

101 Que manda a justiça social?
A justiça social manda que o Estado providencie que cada família possa conseguir por seu trabalho o necessário para seu sustento, educação de seus filhos e formação de uma reserva para o futuro, de modo que haja o menor número possí­vel de miseráveis, e os ricos não sejam demasia­damente ricos. Assim a sociedade será como uma pirâmide: com pessoas que vivem só de seu tra­balho, pequenos proprietários, pessoas remediadas, ricos, e alguns muito ricos.

102 A justiça social manda que todos sejam iguais em fortuna e posição social?
Não. Que todos os indivíduos e famílias fossem iguais seria uma injustiça social, porque im­portaria na destruição da liberdade, da iniciativa privada e do direito dos filhos a herdar dos pais.
A boa sociedade católica e humana é desigual, hierarquizada.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Governantes e Poderosos, tenhais temor de Deus

"Temos o dever de levantar Nossa voz, de relembrar as grandes verdades da Fé, não somente aos humildes, mas também aos poderosos, aos felizes deste mundo, aos chefes dos povos, aos que são admitidos aos conselhos de governo dos Estados. E de propor a todos as certíssimas sentenças, cuja verdade a história confirmou com caracteres de sangue, como estas: 'O pecado faz a infelicidade dos povos (Prov. 14, 34). 'Os poderosos serão poderosamente atormentados’ (Sap. 6, 7). E também a que está no Salmo 2: 'E agora, ó Reis, compreendei; cientificai-vos, juízes da terra. .... Submetei-vos à lei do Senhor, temerosos de que Ele Se ire, e venhais a perecer fora do caminho da justiça`.

"Essas ameaças fazem esperar as mais duras conseqüências visto que campeia a iniqüidade pública e que a falta principal dos governantes e dos povos consiste na exclusão de Deus e na rejeição da Igreja de Cristo. Desta dupla apostasia decorre a subversão de todas as coisas e a multidão quase infinita de misérias para os indivíduos e as sociedades" (Encíclica Communium Rerum, de 21 de abril de 1909).

Papa São Pio X