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terça-feira, 26 de julho de 2011

O terror da Revolução Francesa


Eis a foto de Danton, o revolucionário Ministro da Justiça. Mandava encarcerar os que julgava suspeitos por sua maneira de pensar. Era o modo de aplicar os "Direitos do Homem".

De milhares de casos, selecionei apenas quatro episódios:

1) Jean Paul Marat, conhecido como Marat, “o amigo do povo”, dizia:

“Antes de desaparecerdes suprimi os vossos inimigos e acabai com as vossas vítimas. Caí sobre aqueles que tem carruagens, criados e vestidos de seda. Visitai as prisões, assassinai os nobres, os padres e os ricos. Nada deixei atrás de vós senão sangue e cadáveres!”
(cfr. Pierre Gaxote, “La Revolution Francaise”, Arthène Fayard, Paris, 1966, página 200)

2) O Abade Sicard, mestre dos surdo-mudos de Paris, testemunha ocular dos massacres na Abadia (antigo Mosteiro Beneditino de Saint-Germain-des-Prés, transformado em cárcere político desde 1789), nos relata:

“Matava-se debaixo da janela de minha cela. O grito desesperado das vítimas, o ruído dos sabres decapitando as cabeças, a fúria dos assassinos, tudo isso ressoava em meu coração. (...) Após sumária condenação, os réus eram atirados no meio do pátio e trucidados pela populaça, que frenética gritava: Viva a Nação! Os canibais aplaudiam a até dançavam em torno dos corpos horrivelmente mutilados.”
(Buchez et Roux, “Histoire Parlamentaire de la Revolution Française, vol XVIII, Paris, 1874, página 106)

3) Mártires do Carmelo:

No convento dos religiosos carmelitas, subitamente as portas foram arrombadas por uma malta de bandidos liderada por oito comissários, “les frères rouges de Danton” (os irmãos vermelhos de Danton).

Concitados a renegarem o catolicismo, prestando juramento à Constituição civil do clero, 185 bispos, padres e religiosos preferiram morrer a aderir à igreja cismática criada pela Revolução.

Ao cabo de duas horas, os veneráveis sacerdotes foram chacinados com requintes de crueldade. Ainda hoje são visíveis nas paredes de mármore da igreja, onde ocorreu a ímpia carnificina, as marcas das lanças tintas do sangue daquelas vítimas inocentes.
Canonizados posteriormente pela Igreja, seus nomes encontram-se inscritos, em letras de ouro, no mesmo lugar em que receberam a coroa do martírio.
(cfr. J. B. Weiss, “História Universal”, vol. XVI, Barcelona, 1936, pp.540-1).

4) No cárcere de La Force, destinado exclusivamente às mulheres de má vida, a comuna houve por bem prender distintas damas da nobreza, como Maria Teresa Luiza e Saboya Carignan, Princesa de Lamballe e camareira maior da corte.

Diante do tribunal de sangue lá organizado, a princesa foi intimada a jurar ódio ao rei e à rainha. Como se negasse a semelhante felonia, dois guardas a atiraram no meio da canalha, aglomerada à saída do presídio. Imediatamente, a confidente de Maria Antonieta recebeu um golpe de sabre no rosto, que a prostrou por terra. Seu corpo foi desnudado e mutilado do modo mais ignominioso. Um dos bandidos arrancou-lhe o coração e o comeu, numa bestial demonstração de ódio revolucionário. Sua cabeça decapitada foi colocada sobre uma mesa de taverna, onde se brindou sua morte, e em seguida fincada na ponta de uma lança e levada em desfile pela cidade até a prisão do Templo, para ali ser mostrada à rainha encarcerada.
(cfr. J. B. Weiss, “História Universal”, vol. XVI, Barcelona, 1936, pp.556-7).

(trechos da Revista Catolicismo numero 462 de junho de 1989)

leia também:
http://ograndecombate.blogspot.com/2010/06/os-martires-da-revolucao-francesa-e-o.html

sábado, 31 de julho de 2010

Voltaire, um dos pensadores da Revolução Francesa


A biografia desse homem, que se dedicou à impiedade os 84 anos de sua vida, é-nos relatada por um seu admirador e grande escritor, Jean Orieux (“Voltaire ou la Royauté de l’Esprit”, Flamm-marion, Paris, 1966, 827 paginas). Nesse livro se encontra os traços da vida de Voltaire.

Seu nome era François Marie Arouet, mas conhecido como VOLTAIRE (1694-1778), nasceu na burguesia e era filho de um notário e sua mãe era uma senhora digna. Porém, Voltaire, revoltado contra a sua própria condição - tinha despeito de nao ser nobre - não achou nada melhor para alimentar sua revolta do que denegrir infamemente a sua própria mãe:

“Ele dá a entender muito claramente que sua mãe teria tido amantes e que ele seria filho de um deles.”

Apesar de ser “rico como um próspero banqueiro”, aos 56 anos, morando na Prússia, “ele se acumpliciou com um traficante berlinense, um judeu, Hirsch, para montar um negócio de especulação ilegal. Nada era mais suspeito que seu associado e sua associação”.

Voltaire era anti-religioso, mas por muitas vezes fez-se passar por religioso e fingia estar recolhido em oração. Depois comentou: “É um muito bom estratagema de guerra ir junto aos inimigos para abastecer-se de artilharia contra eles”.

Voltaire era adúltero e incestuoso. Viveu 17 anos com uma mulher casada - Mme. de Chatelet - e chegou a dividir seu leito com outro concubino que ela arranjara, além do próprio marido. Ocorreu de estarem os quatro no mesmo castelo!

Juntou-se também incestuosamente à própria sobrinha, viúva, Mme. Denis.

Voltaire era dominado pela soberba e pelo orgulho. Ele próprio se elogiava. Ademais não admitia criticas a suas obras, e quando as recebia entrava “em crise de furor”.

Quando assistia as representações de suas peças “ele saltava por vezes na cena e corria entre os atores. Em sua poltrona, ele exclamava, gemia, chorava enquanto agitava o lenço, e até desmaiava caído sobre seu assento”. Desprezava o povo simples, ao qual chamava “a canalha”, queria que se “proibisse o estudo para os trabalhadores”, e dizia que “o maior serviço que se possa prestar ao gênero humano consiste em separar o povo tolo das pessoas de bem, para sempre”.

A MORTE DE UM ÍMPIO

O médico que o viu morrer, Tronchin, escreveu:

“Eu queria que todos os que foram seduzidos por seus livros fossem testemunhas de sua morte. Não é possível manter-se ante tal espetáculo... Pouco tempo antes de morrer entrou em agitações horríveis, gritando com furor: ‘Eu estou abandonado por Deus e pelos homens’. Mordia os dedos, e levando as mãos a um vaso noturno, tomando o que ali havia, ele o bebeu”.

Mme. Villete, dona da casa em que morreu Voltaire, contará mais tarde ao Pe. Depery que descreverá a seguinte cena: Voltaire “via o diabo nas cercanias da cama e gritava como um condenado: ‘ele está lá, ele quer me pegar, eu vejo o inferno’”.

No dia 30 de maio de 1778, às 11 horas, Voltaire estava com os olhos fechados quando “repentinamente lançou um grito atroz, terrível, interminável” e morreu. Todos ficaram aterrorizados.

(Trechos de publicação da Revista "Catolicismo" numero 466 de outubro de 1989)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Os Mártires da Revolução Francesa e o Lema de Charette

A santidade de quem reagiu contra a Revolução Francesa.

O jornal "O Estado de são Paulo" de 11 de fevereiro de 1984, anunciou que o Papa João Paulo II iria beatificar os Mártires da Revolução Francesa.Como de fato foram beatificados.

Conta o Abade de Salamon, testemunha ocular, miraculosamente livre da matança ocorrida na madrugada de dois de setembro: “Os outros prisioneiros que já se encontravam na Abadia foram avisados que, no Convento do Carmo, todos haviam sido trucidados. Diante de tal notícia, todos se jogaram aos pés do Pároco de San Jean au Gréve, pedindo-lhe com grande pesar a absolvição in articulo mortis.

O Decreto para a Beatificação relata que religiosos foram mortos no interior da Casa, ou jogados pela janela na estrada, onde havia mulheres ferocíssimas que se precipitavam sobre os sacerdotes para espancá-los com bastões até sangrar; não contentes com isso, subiam sobre os carros, onde eram depositados os corpos, e os pisoteavam, cortavam-nos em pedaços e mostravam, com orgulho, os membros aos passantes gritando: “Viva a Nação”.

Os padres Cláudio e Eustáquio foram beatificados, junto a outros 189 mártires da Revolução Francesa. Sua festa litúrgica acontece no dia 2 de setembro

Charette, um dos líderes da Vandéia, tornou-se um verdadeiro mito. Tão querido entre os seus, certa vez quando viu os revolucionários franceses avançando, e os católicos foram recuando, apanhou seu chapéu – que tinha um belo penacho – jogou no meio dos revolucionários e perguntou:
- Quem irá buscar meu chapéu?
O entusiasmo por Charette era tanto, que os católicos avançaram com tanta bravura, que venceram os revolucionários e trouxeram o chapéu de Charette.


Ditos de Charette:

“Se eu avançar, sigam-me
Se eu morrer, vinguem-me.
Se eu recuar, matem-me."

"Combatido: sempre; batido: às vezes; abatido: jamais".

A Vandéia destruída por ódio

Durante o período revolucionário, toda uma região da França — a gloriosa Vandéia — foi atrozmente esmagada por defender seus princípios e costumes católicos e monárquicos. Inferiores em número e em armas, seus habitantes — em geral simples camponeses, comandados aqui e ali por algum nobre — foram, em larga medida, massacrados.

“Em 1º de agosto de 1793 a Convenção votou a destruição da Vandéia: os bosques deveriam ser abatidos, os animais capturados, as casas confiscadas, as colheitas ceifadas. [...] Em 1º de outubro:
‘Soldados da liberdade, é necessário que os habitantes da Vandéia sejam exterminados antes do fim do mês de outubro: a salvação da Pátria o exige; a impaciência do povo francês o ordena; a coragem dos soldados o deve cumprir’.
"A Vandéia — exclama o Gal. Turreau — deve transformar-se num cemitério nacional."
Os relatórios políticos e militares são de uma precisão eloqüente: é necessário primeiramente eliminar as mulheres, ‘fontes reprodutoras’; e as crianças, ‘porque estão em fase de tornar-se futuros bandidos’. Com estas desaparece igualmente o risco de represálias e vinganças. Criam-se inclusive campos de extermínio reservados às crianças, como em Noirmoutier. Em Bourgneuf e em Nantes organizam-se afogamentos especiais para elas”
(Reynald Secher, La guerre de Vendée: guerre civile, génocide, mémoricide, in Le Livre Noir de La Révolution Française, Éditions du Cerf, Paris, 2008).
(Revista Catolicismo de Agosto de 2008)

sábado, 12 de junho de 2010

Heróis da Vendéia

Muitas são as fontes históricas que relatam o horror da Revolução Francesa. O que na verdade se pretendia era a destruição da Civilização Cristã (Encíclica Parvenu, de Leão XIII, livro Revolução e Contra-Revolução de Plínio Correa de Oliveira, e tantos outros). De fato, a grande perseguida era a Igreja Católica. Massacres em massa, padres assassinados, igrejas destruídas e queimadas...
São Luis Maria Grignion de Montfort, pregava uma igreja, numa pequena aldeia da França. Sua pregação era toda fértil. Havia convertido muitas pessoas. Escreveu o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem ensinando o método mais eficaz de se pertencer à Jesus Cristo pelas mãos de Maria Santíssima. Por isso foi perseguido.Em sua região, compôs várias músicas para que os fieis cantassem. Músicas essas lindíssimas e cheias de fé, conhecidas então como “Musiques du Père Montfort”.

O tempo passou. Cem anos depois rebentou a satânica Revolução Francesa, derrubando todo o seu ódio contra a Santa Igreja, querendo ser tirana da própria Igreja exigindo que os Padres jurassem fidelidade à Revolução, caso contrário: morte cruel.
O fato emociona. Na mesma região em que São Luis havia pregado, cem anos depois, homens católicos com as mãos postas e o terço nelas pendurado, cantando as canções do “Père Montfort”, partiam para a guerra, para o combate contra os inimigos de Deus: a Revolução Francesa. Essa gloriosa reação começou e teve seu maior auge da Vendèe (ou Vendéia). Heróis rezando o terço e partindo para a guerra e ainda cantando músicas Católicas de São Luis Maria Grignion de Montfort.


Conheçamos algumas lideranças desses bravos combatentes católicos:

François Athanase de Charette de la Contrie conhecido como “Charette”

Jacques Cathelineau conhecido como “Cathelineau”

Henri du Vergier, Conde de Rochejaquelein, conhecido como “Monsieur Henri ou Rochejaquelein"

Charles-Melchior Arthus, Marques de Bonchamps, conhecido como “Bonchamps”

Georges Cadoudal

Jean Chouan

VIVA A SANTA IGREJA! VIVA CRISTO REI! VIVA O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS!